Ora-Pro-Nóbis

Pereskia aculeata

É uma trepadeira (seus ramos não crescem eretos) com folhas suculentas na forma de ponta de lança. As flores são pequenas e brancas e, às vezes, têm listras róseas. Os frutos são pequenas bagas amarelas. Nos ramos jovens há pequenos espinhos reflexos; nos ramos mais velhos e grossos, os espinhos são longos como agulhas e nascem aglomerados. Essa característica serve para diferenciá-lo de outras espécies, como a Pereskia grandifolia, originária do Brasil, e a Pereskia sacharosa, natural da Argentina e Paraguai. Essas têm espinhos longos em todos os seus ramos, jovens ou velhos, e não são trepadeiras (os ramos crescem eretos).

Popularmente, o ora-pro-nobis é apelidado de “carne de pobre”, numa interessante percepção de sua riqueza proteica. Segundo o professor José Cambraia, do Departamento de Biologia Geral da Universidade Federal de Viçosa, Minas Gerais, e segundo nosso leitor Olete Maia, estudante de agronomia da USP/ESALQ, suas folhas, quando secas, possuem cerca de 25% de proteínas, das quais 85% acham-se numa forma digestível, facilmente aproveitável pelo organismo. É um valor muito alto, mesmo se comparado com vegetais mais famosos, como o espinafre, que, in natura, tem um teor de 2,2% de proteínas. Ainda, conforme nos reporta Maia, estudos científicos afirmam que a planta é rica em gliconutrientes e em beta caroteno, mais até que na cenoura. Possui ainda vitaminas A, B e principalmente C, além de cálcio, fósforo e quantidade considerável de ferro.

Pode ser usado em saladas, refogados, sopas, omeletes, tortas etc. Na roça, em algumas regiões, é comum o hábito de misturá-lo ao feijão. No interior de Minas Gerais, a combinação mais conhecida é o angu com ora-pro-nobis na região de Pouso Alegre e Três Pontas. Conta-se que em Diamantina costuma-se servir suas folhas em substituição às da couve, acompanhando o frango à cabidela.

Além do valor nutritivo, a grande vantagem medicinal da planta é a influência positiva no abrandamento dos processos inflamatórios e na recuperação da pele em casos de queimadura. Na piscicultura, o professor José Rodrigues de Sousa, do Departamento de Biologia Animal de Universidade Federal de Viçosa, testou seu uso na alimentação do peixe barrigudinho (Poecilla reticulata), com resultados satisfatórios.

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2 Respostas so far »

  1. 1

    olete maia said,

    È muito importante que seja corrigido um êrro muito importante sobre
    a ORA PRO NOBIS e que voces estão repetindo.
    È esta comparação entre os teores de proteina das folhas de ORA PRO NOBIS
    e as de ESPINAFRE.
    No caso da ORA PRO NOBIS o teor de 25% de proteina refere-se à folha sêca,
    e o teor de 2,2% do ESPINAFRE refere-se à folha “in natura”(verde)
    Existem muitos trabalhos academicos mais rnovos que versam sobre o assunto
    ORA PRO NOBIS (folhas das cactaceaes PERESKIA) que mostram numeros
    mais recentes,como tambem revelam que a ORA PRO NOBIS “NÃO É SÓ UM AGREGADO de AMINOACIDOS(proteina)”.
    ESTES TRABALHOS EMVOLVEM UNIVERSIDADES do BRASIL e ATÉ UNIVERSIDADES da MALAYSIA.
    FICO A DISPOSIÇÂO para FORNECE-LOS a QUEM SE INTERESSAR.
    olete maia PIRACICABA SP 11/04/2010
    oletemaia@uol.com.br
    ps Gostaria que o êrro que mencionei não ficasse simplesmente no comentário,
    mas num artigo destacando o fato
    do BRASIL

    • 2

      edertk said,

      Obrigado por sua providencial advertência. Já foram retificados os dados. Estamos à disposição para quaisquer outras observações.


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